Por Carlos Gomes
Olá, queridas leitoras deste humilde blog feito por aprendizes de jornalismo.
Foto: Contra Remate
Dando continuidade aos campeonatos europeus, na minha última postagem falei sobre a Liga dos Campeões da Europa. Agora vou falar sobre o seu primo “pobre”: a Copa da Uefa (um pouco mais a frente no texto vocês verão que de pobre esse aí não tem nada).
Ambos os torneios são organizados pela União das Associações Européias de Futebol (Uefa). Só que ao contrário da Liga, que tem os melhores e mais bem colocados times da Europa – da 4ª à 1ª colocação, a Copa é realizada pelos times que ficam entre a 10ª e 5ª colocação em cada campeonato, como por exemplo, espanhol, italiano, inglês e assim por diante. Ou seja, equipes de menos expressão em grandes ligas como a italiana, inglesa e alemã, ou times considerados grandes de campeonatos nem tão famosos como o turco, russo e ucraniano.
A grande final da edição 2008-2009 (o início da temporada no futebol europeu é em agosto, quando é verão no hemisfério norte) da Copa da Uefa foi realizada na última quarta-feira (20/05) em Istambul, na Turquia
Shakhtar Donetsk da Ucrânia e Werder Bremen realizaram uma grande final no estádio Sükrü Saraçoglu (que nome é esse, gente? [risos]). O time ucraniano levou a melhor sobre os alemães, 2 a 1. E pode-se dizer que o Brasil foi a estrela da grande final. Os três gols foram marcados por jogadores brasileiros, Luiz Adriano e Jadson para o Shakhtar e Naldo para o Werder.
E só pra não esquecer, o artilheiro da competição foi o ex-palmeirense Vágner Love com 11 gols em dez jogos. O engraçado desses times do leste europeu é que seus donos são quase sempre bilionários (o proprietário do Shakhtar é o empresário ucraniano Rinat Akhmetov [abaixo], considerado o homem mais rico da Europa pela revista “Korrespondent Magazine”).
Foto: Wikimedia
Com verba à disposição para torrar com o que bem entender, essas equipes que até um tempo atrás nem sabíamos falar os nomes, hoje, começam a ganhar notoriedade no prestigiado mercado europeu. O Shakhtar Donetsk é o mais novo exemplo: está construindo um estádio de US$ 400 milhões, acaba de ganhar uma Copa da Uefa, tem grana de sobra para contratar grandes jogadores que ainda são promessas e assim, entrar com tudo na Liga dos Campeões.

Foto: Globo Esporte
Cada vez mais jogadores brasileiros, ao saírem do Brasil, vão para países como Rússia e Ucrânia faturar uma boa grana, se destacar e, aí sim, partir para um grande clube europeu. Somente no Shakhtar são cinco: Jádson, Ilsinho, Fernandinho, Willian e Luiz Adriano. Será que o futuro do futebol europeu está nas endinheiradas equipes do leste do continente? Bom, só me resta fazer outra pergunta: Quem quer ser um milionário?

Foto: André Santana
Foto: ContraRemate




















